Festas de casamento movimentam R$ 13,7 bilhões no Brasil.

Entre o pedido de casamento e o “eu os declaro marido e mulher” existe muito mais do que supõe a nossa vã filosofia. As festas de matrimônio deixaram de ser simples reuniões de familiares e amigos para celebrar a união de um casal e se transformaram em uma indústria bilionária, como mostrou um dos principais eventos do setor, a Expo Noivas & Festas, cuja primeira edição em 2014 terminou no último fim de semana em São Paulo.

Matéria:

Em 2011 o setor de festas e cerimônias de casamento movimentou R$ 13,7 bilhões no Brasil. Segundo a pesquisa “Casamentos no Brasil”, realizada, em 2012, pelo Instituto Data Popular em parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abrafesta), existem atualmente no país mais de 8.300 empresas que atuam na área oferecendo serviços como organização de eventos, bufê e filmagem de festas – 60,5% esses estabelecimentos estão localizados região Sudeste. De acordo com o levantamento, o setor tem mais de 45 mil funcionários diretos formais, que recebem uma massa salarial de quase R$ 47 milhões mensais.

A diversificação dos serviços ligados às festas de casamento é, ao mesmo tempo, causa e consequência do crescimento do setor. Atualmente, um casamento é um evento muito maior do que costumava ser. Não basta só contratar um fotógrafo e uma doceira, existem infinitas possibilidades que incluem transmissão do evento ao vivo pelas redes sociais, treinamento para fazer uma boa selfie e até filmagem aérea com drones. Segundo Luciano Martins, diretor da área de educação da Abrafesta, a personalização de serviços foi transportada para o mundo das noivas. “Agora, eu não quero só um par de Havaianas, quero um par de Havaianas com o meu nome e a pedrinha que eu encontrei quando estava com o meu noivo”, explica.

Em 2012 foram realizados mais um milhão de casamentos no Brasil, de acordo com as Estatísticas do Registro Civil do IBGE. Segundo o levantamento do Instituto Data Popular e da Abrafesta, cerca de 41% dos solteiros entre 20 e 40 anos pretendem se casar em até 2 anos. As regiões Sul e Sudeste registram as maiores taxas de casamentos formalizados, enquanto na região Norte a união consensual corresponde a 53% dos casais que moram juntos. Os itens mais pedidos nas listas de casamentos são os eletrodomésticos, utensílios de cozinha e eletrônicos, mas, como o número de casais que moram juntos antes de formalizar a união é cada vez maior, o aumento dos sites de listas de casamento que coletam dinheiro no lugar de bens materiais também cresceu.

Foi a partir dessa demanda que o casal Luís e Priscila Machado encontrou um nicho de negócio. A ideia é que cada casal monte seu próprio site, com a lista de presentes, cotas para pagar a lua de mel e o mapa do evento. “Acredito que muito da nossa conquista está ligada ao fato de que simplificamos a vida dos noivos, pois permitimos aos convidados que confirmem a presença, acessem a lista de presentes, obtenham informações sobre o local da cerimônia, festa e tenham dicas de onde se hospedar”, explica Luís Machado, CEO da iCasei, empresa especializada na montagem de sites para noivos.

O site também direciona o convidado para uma área de presentes em dinheiro, “uma necessidade sentida a partir de uma lacuna no mercado que satisfizesse os casais que já moravam juntos ou que iriam morar fora do Brasil e não tinham interesse em presentes físicos”, completa o empresário. Para aderir, basta fazer um perfil e pagar uma taxa, que varia de R$ 49,90 a R$ 159,90. Após sete anos no ar, o serviço coleciona 112 mil sites personalizados. Em 2013 foram 43 mil sites e 547 mil presentes adquiridos por meio da plataforma, o que gerou uma movimentação financeira de R$ 115 milhões.

(Terra, Fevereiro de 2014) - Confira a matéria completa